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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

blá blá blá

É tão cruel o estado de espírito da solidão.
Dessa vez não escreverei uma pequena obra, este é realmente, o meu momento de dizer que tem cido muito ruim algumas coisas q tenho aceitado por agora. Ter cido apenas mais-uma pra alguém, não ter me dado ao valor e tudo por uma necessidade inglória de provar pra mim mesma a minha foraça me machuca e machuca muito.
Ver que "a garota de família" passou a ser "a fácil", "a vulgar", aquela que permitiu no terceiro encontro intimidades demais. Que arrependimento! Me ver pelos olhos de uma garota decente como uma qualquer e saber que todas duas são eu...
Dói isso, mas não é tudo; dói ainda mais não reconhecer o amor nos olhos de nenhum dos meus amores, saber que alguns dos olhos mais prováveis não foram aproveitados - mas isso foi o mais próximo do certo que pude chegar, não aceitar ser amadar sem amar. Me mantive limpa desse desgosto -. Sem mais, está sendo muito otimismo acreditar que o amor ainda pode acontecer, mesmo sem observar a existência dele na penumbra, sem sentir reciprocidade sincera, sem sentir meu coração fazer minhas maçães do rosto aquecerem e sem sentir disparar meu coração devido a conexão do pulso nervoso dos meus olhos ao tocarem o seu corpo no mesmo campo magnético que o meu. Não sei o que é tremer de nervoso, sentir borboletas no estômago______ mas já senti algumas vezes antes, poucas. Nunca fui uma pessoa de muitos amores, mas os que foram amores foram sinceros.

...continua

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