
Se tem uma coisa que eu despreso são pessoas que se acham importantes demais
...chegue perto de mim quem for importante o suficiente pra não se importar com o meu não-me-importar e indiferença por vcs. Cansada de brincar de cazinha depois de velha, mas relaxa, uma hora a mente de vcs vai crescer e ver que corremos a vida inteira no sentido contrário do fluxo, porque descobrimos que tudo é um círculo. Corremos ao redor do mundo, largando mto pra trás e carregando pouco consigo e, quando chegamos lá na frente descobrimos que queremos ser exatamente como éramos e não somos mais, gostarímos de lembrar qual era mesmo a nossa música preferida na adolescência mas existem rugas na nossa memória... observamos o edifício contruído e lembramos na casinha simples da vovó.
Só existe uma forma de ser melhor que isso, é não se julgar inferior ou pior que o que quer que seja. Quando mudamos quem somos é sinal de que ninguém mais precisa se envergonhar de nós, porque nós já nos envergonhamos o suficiente.
Sabe, o mundo as vezes me parece tão ridiculamente familiar, sofre o que sonha nesse momento. Fico me perguntando como alguém pode conviver com essa sensação td dia e julgar isso normal ou felicidade? Os poucos minnutos que isso me toma são enlouquecedores, como se algo dentro de mim não se permitisse esse pensar por risco de morte. Nesse mar de alternativas como é possível haverem pessoas limitando a vida a algumas escolhas simples e falhas? Fiquei acordada tantas noites me perguntando porque não conseguia dormmir, antigamente, qndo o sono me tomava me questionava porquê dormia - naquela época era perda de tempo.
Andei aceitado que pra sobreviver, é preciso aceitar. Aceitar que certas dores vão demorar pra sarar, mas isso não nos impede de criar outras. A chuva não atrapalha mais a minha praia, nem o sol me impede de ler meus livros, o inverno não é tão impessoal porque aproximas pessoas...
Queria entender o que, de tão valioso, tem no mundinho individual de cada um a ponto de fecharem os olhos não só pro mundo alheio, mas pra todo o mundo em volta. Estou tão sinceramente cansada do egoísmo das pessoas. Ouvindo a música certa, no momento certo, encontro um lugar calmo, onde o artista diz o que o homem não mais diz a sua mulher, vejo a criança tentando ser criança, se esquivando do mundo moderno.
Às almas claras e felizes que partilham dessa luz, venho aqui dizer que temos tanta vida, tanto tempo... mas não, nao pra pensar, nao pra avaliar. Quando decidimos viver, somos tão intensos. Todos nós temos medos e choramos ou a sós no quarto, ou no ombro do amigo, ou no meio da multidão. Ninguém se basta por si só, nem é tão alto pra ser suficiente. Se eu gritar quantos irão ouvir? E quantos prestarão atenção? Quantos irão se importar? E se preocupar? Quantos correrão pra socorrer? Quantos vão simplesmente se assustar ou rir? Quais erão buscar ver? Quem se lembrará amanhã?
Podendo olhar o doce amarelo do céu há mesmo quem prefira ver TV?
Uma garota uma vez se perguntou se podia fingir que haviões na noite de outono são como estrelas cadentes caindo do céu? O que me diz?

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